Dra Gabriella Durso Patricio

herpes simples

O que ninguém te conta sobre o herpes simples: saiba como proteger sua saúde e conviver sem tabus com um dos vírus mais comuns do mundo!

Herpes está no mundo todo!

O herpes simples é uma condição muito mais comum do que se imagina que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, mas que ainda é cercada por dúvidas, preconceitos, estigmas e muita desinformação.

Embora seja uma condição muito prevalente, muitas pessoas não sabem que têm o vírus, uma vez que ele pode permanecer dormente no corpo por longos períodos sem causar sintomas.

Estima-se que cerca de dois terços da população mundial com menos de 50 anos tenha o HSV-1, enquanto o HSV-2 afeta aproximadamente 11% da população global entre 15 e 49 anos.

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Esses números evidenciam a necessidade de maior conscientização sobre o tema.

Além disso, o herpes simples não é apenas uma condição de saúde; ele também pode impactar o bem-estar emocional e social das pessoas afetadas devido ao estigma associado.

O vírus é altamente contagioso e é transmitido principalmente pelo contato direto com lesões ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, embora também possa ser transmitido mesmo quando não há sintomas visíveis.

Entender o herpes simples é crucial não apenas para reduzir o risco de transmissão, mas também para gerenciar os sintomas de maneira eficaz e viver com qualidade de vida.

Vamos explorar todos os aspectos dessa condição de forma acessível e informativa, desmistificando mitos e fornecendo informações baseadas em evidências para que você se sinta mais confiante em compreender e lidar com o herpes simples.

Qual médico eu procuro se eu quiser tratar o herpes simples?

O médico responsável por diagnosticar, tratar e acompanhar o herpes simples é o Infectologista.

A Dra. Gabriella Durso Patricio, médica Infectologista com ampla experiência na área, é especialista em atender pessoas com herpes simples, oferecendo um cuidado completo e humanizado, com foco na saúde do paciente e no controle da infecção para uma vida com qualidade.

Desde o início de sua carreira, há 18 anos, a Dra. Gabriella tem se dedicado a acompanhar a evolução do tratamento do herpes simples, sempre mantendo os valores de sigilo, respeito, empatia e confiança.

Em suas consultas, ela orienta sobre o tratamento adequado para o herpes simples, além de educar seus pacientes sobre formas de prevenir e manejar as crises, com um acompanhamento individualizado, sempre com escuta ativa e acolhimento.

O objetivo é criar um ambiente seguro e acolhedor, onde os pacientes possam tirar dúvidas, compartilhar experiências e encontrar soluções que atendam às suas necessidades.

Com sua abordagem cuidadosa e atenta, a Dra. Gabriella garante que cada consulta seja um momento de troca genuína e aprendizado, fortalecendo a autonomia do paciente no cuidado com sua saúde.”

O que os pacientes falam sobre a Dra Gabriella?

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O que é Herpes Simples?

Herpes é uma infecção causada por um vírus conhecido como herpes simplex (HSV), ele pertence à mesma família de vírus que causam outras doenças, como o herpes zoster (cobreiro) e a mononucleose infecciosa. São vírus diferentes, mas com a mesma raiz de origem. O herpes simples (HSV) tem duas variantes principais:

  • HSV-1: Geralmente causa feridas ao redor da boca e dos lábios, conhecidas como “herpes labial” ou “feridas de frio”. No entanto, o HSV-1 também pode causar infecções genitais, especialmente devido à prática de sexo oral.
  • HSV-2: Mais frequentemente associado a infecções genitais, o HSV-2 é a principal causa de herpes genital, embora o HSV-1 também possa estar envolvido.

Após a infecção inicial, o vírus permanece no corpo de forma latente, adormecido, alojado nos gânglios nervosos.

Durante períodos de estresse, imunidade baixa ou outras condições desencadeantes, o vírus pode se reativar, causando novos episódios de lesões.

Essa característica de latência e reativação é um dos principais desafios no manejo do herpes simples.

Como acontece a transmissão?

A transmissão do herpes simples ocorre principalmente através do contato direto com lesões, saliva, fluidos genitais ou áreas da pele infectada.

No entanto, um aspecto importante e que torna a prevenção mais desafiadora é que o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há sintomas visíveis. Esse fenômeno é conhecido como disseminação assintomática, quando o vírus está presente na pele ou mucosas, mas não apresenta sinais de infecção.

Por isso, a prevenção deve ser constante, especialmente em relacionamentos íntimos, já que o risco de transmissão não depende exclusivamente da presença de lesões.

Principais Formas de Transmissão:

  • Contato Boca-a-Boca

Beijos, especialmente quando realizados em fases ativas de surtos, são uma forma comum de transmissão do HSV-1(herpes labial).

Além disso, compartilhar utensílios pessoais como escovas de dentes, talheres, copos e outros objetos que entrem em contato com a boca pode facilitar a propagação do vírus. Mesmo sem feridas visíveis, o HSV-1 pode ser transmitido pela saliva, o que aumenta o risco de disseminação.

  • Contato Sexual

O herpes simples pode ser transmitido através de relações sexuais vaginais, anais ou orais, envolvendo tanto o HSV-1quanto o HSV-2 (geralmente associado ao herpes genital).

O contato direto com a pele ou mucosas de uma pessoa infectada durante esses tipos de relações pode causar a transmissão do vírus. Vale ressaltar que, mesmo na ausência de lesões visíveis, o risco de transmissão persiste.

  • Transmissão Vertical

A transmissão vertical ocorre quando uma mulher grávida com herpes genital ativo transmite o vírus para o bebê durante o parto vaginal.

Isso pode causar complicações graves para o recém-nascido, como infecções oculares, neurológicas ou até fatais, especialmente se o tratamento adequado não for realizado.

O risco é maior quando a infecção ocorre perto do momento do parto, mas pode ser minimizado com a utilização de antivirais durante a gestação, dependendo da orientação médica.

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Quais são os principais fatores de risco?

Diversos fatores podem aumentar a probabilidade de contrair ou reativar o herpes simples, e compreender esses elementos é fundamental para adotar medidas preventivas eficazes.

  • Idade Jovem

Indivíduos mais jovens, especialmente adolescentes e adultos em início da vida sexual ativa, têm maior probabilidade de exposição ao vírus.

Essa maior vulnerabilidade está relacionada ao início de comportamentos sexuais e à menor experiência na adoção de práticas preventivas, como o uso consistente de preservativos.

  • Histórico de Múltiplos Parceiros Sexuais

Ter múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida aumenta a exposição ao herpes simples, especialmente quando práticas de proteção não são seguidas rigorosamente.

Essa multiplicidade eleva as chances de contato com pessoas que podem estar infectadas, muitas vezes sem saber, devido à disseminação assintomática do vírus.

  • Uso Inadequado de Preservativos

Embora os preservativos sejam altamente eficazes na redução do risco de transmissão de ISTs, seu uso inconsistente ou inadequado pode comprometer essa proteção.

Como o herpes pode ser transmitido por contato com áreas não cobertas pelo preservativo, como pele ao redor da boca, genitais ou região anal, o uso correto é essencial, mas não elimina completamente o risco.

  • Sistema Imunológico Comprometido

Indivíduos com um sistema imunológico enfraquecido estão mais vulneráveis ao herpes simples, tanto para infecções iniciais quanto para reativações frequentes. Isso inclui:

  • Pessoas que vivem com HIV e têm baixa contagem de células de defesa (linfócitos T CD4).
  • Usuários de medicamentos imunossupressores, como os utilizados após transplantes ou para tratar doenças autoimunes.
  • Idosos, devido ao envelhecimento natural do sistema imunológico.
  • Estresse Físico ou Emocional

O estresse, seja ele físico (como doenças, cirurgias ou traumas) ou emocional (como ansiedade crônica, depressão ou eventos de vida estressantes), pode desencadear reativações do vírus em pessoas que já possuem a infecção.

Esse efeito ocorre porque o estresse pode enfraquecer o sistema imunológico, permitindo que o vírus latente volte a se manifestar.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas do herpes simples podem variar amplamente entre os indivíduos, tanto em intensidade quanto em manifestação.

Algumas pessoas não apresentam nenhum sintoma aparente, permanecendo assintomáticas durante toda a vida, enquanto outras podem vivenciar episódios de sintomas graves e debilitantes.

A apresentação clínica depende de fatores como o tipo de vírus (HSV-1 ou HSV-2), o estado imunológico da pessoa, e se o episódio é inicial (infecção primária) ou uma recorrência.

Infecção inicial versus recorrências

Os episódios iniciais, chamados de infecções primárias, tendem a ser mais intensos e prolongados.

Isso ocorre porque o corpo ainda não produziu anticorpos específicos contra o vírus.

Nesses casos, as lesões podem ser mais dolorosas, os sintomas sistêmicos mais pronunciados e o tempo de cicatrização mais longo.

Em contraste, surtos recorrentes costumam ser menos graves e duram menos tempo. Isso se deve à resposta imunológica adquirida, que ajuda a controlar a replicação viral de forma mais eficiente.

Apesar disso, o vírus permanece latente nos gânglios nervosos, podendo ser reativado por gatilhos específicos.

Sintomas comuns conforme a localização da infecção

  1. Herpes labial (HSV-1)
    Herpes labial é a forma mais comum de infecção pelo HSV-1, embora esse tipo de vírus também possa causar herpes genital. Os sintomas incluem:
    • Pequenas bolhas agrupadas ao redor dos lábios, na boca ou nas áreas próximas ao rosto.
    • Sensações iniciais de formigamento, coceira ou ardência (pródromos), que muitas vezes surgem antes do aparecimento das lesões visíveis.
    • Essas bolhas podem evoluir para úlceras abertas, cobertas por crostas antes de cicatrizarem completamente.
    • Em casos mais graves, as lesões podem se estender para o interior da boca, gengivas ou garganta, causando dor ao comer ou falar.
  2. Herpes genital (HSV-1 ou HSV-2)
    Herpes genital pode ser causado tanto pelo HSV-1 quanto pelo HSV-2, sendo este último mais associado a infecções recorrentes na região genital. Os sintomas típicos incluem:
    • Bolhas dolorosas ou úlceras localizadas nos órgãos genitais, nas nádegas ou na região anal.
    • Inflamação e dor intensa, especialmente ao urinar, devido à proximidade das lesões com o trato urinário.
    • Sintomas sistêmicos, como febre, fadiga, mal-estar geral, dores musculares e linfonodos inguinais aumentados.
    • Em mulheres, as lesões podem surgir dentro da vagina ou no colo do útero, muitas vezes dificultando o diagnóstico sem exame clínico ou ginecológico.
  3. Sintomas sistêmicos e inespecíficos
    Durante os surtos iniciais, especialmente nas infecções primárias, podem ocorrer manifestações sistêmicas semelhantes às de qualquer infecção viral, incluindo:
    • Febre baixa a moderada.
    • Fadiga e sensação de cansaço extremo, mal estar geral.
    • Dores musculares difusas, semelhantes às dores de uma gripe.
    • Aumento de linfonodos, especialmente nas áreas próximas às lesões (como os linfonodos cervicais no caso de herpes labial, ou inguinais no herpes genital).

Diferenças na apresentação em crianças e adultos

Em crianças pequenas, o herpes simples pode causar uma condição conhecida como gengivoestomatite herpética, que se manifesta com feridas dolorosas na boca, febre alta e dificuldade para se alimentar.

Já em adultos, a infecção primária pode ter apresentações variadas, incluindo casos de herpes ocular (infecção nos olhos), que requerem atenção urgente para evitar complicações graves como cicatrizes na córnea.

Quais são os fatores desencadeantes de surtos?

O herpes simples é caracterizado por sua capacidade de permanecer em estado de latência (adormecido) nos gânglios nervosos após a infecção inicial.

Essa latência pode ser rompida por fatores desencadeantes, levando à reativação do vírus e ao surgimento de novos surtos. Entre os gatilhos mais comuns estão:

  • Estresse emocional ou físico: O estresse pode enfraquecer o sistema imunológico, favorecendo a reativação do vírus.
  • Doenças concomitantes: Infecções virais, como gripes ou resfriados, podem aumentar a vulnerabilidade a surtos.
  • Exposição ao sol: No caso do herpes labial, a radiação ultravioleta é um gatilho bem conhecido.
  • Alterações hormonais: Ciclos menstruais ou mudanças hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez, podem desencadear surtos, especialmente em mulheres.
  • Traumas locais: Lesões na pele ou mucosas, como cortes ou irritação por roupas apertadas, também podem facilitar a manifestação de novos episódios. A realização de depilação a laser também pode funcionar como fator desencadeante por trauma local.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do herpes simples geralmente é feito com base na avaliação clínica, considerando a aparência característica das lesões, como vesículas agrupadas em uma base avermelhada, frequentemente acompanhadas de dor ou coceira.

Embora essa abordagem clínica seja na maioria das vezes suficiente, exames laboratoriais podem ser usados para confirmar a infecção, especialmente em casos atípicos, pacientes imunossuprimidos ou quando há dúvidas no diagnóstico.

Entre eles estão:

  • Teste de PCR (reação em cadeia da polimerase) para detectar o DNA viral.
  • Cultura viral de lesões.
  • Testes sorológicos para identificar anticorpos contra o HSV.

O teste de PCR (reação em cadeia da polimerase) é amplamente utilizado, pois oferece alta sensibilidade e especificidade ao detectar o DNA do vírus diretamente nas lesões.

Outro exame que pode ser realizado é a cultura viral, em que uma amostra da lesão é coletada e incubada para identificar a presença do vírus. No entanto, esse método é mais eficaz em lesões recém-formadas, pois a sensibilidade diminui à medida que as lesões cicatrizam.

Além disso, testes sorológicos podem ser empregados para identificar anticorpos contra o vírus herpes simples (HSV), sendo úteis principalmente em situações onde não há lesões ativas.

Esses testes permitem diferenciar entre infecções pelo HSV-1 e HSV-2, além de indicar uma infecção passada ou recente.

Apesar de não serem indicados rotineiramente, são especialmente úteis em contextos como o pré-natal, quando é importante avaliar o risco de transmissão vertical para o bebê.

Quais são as complicações possíveis?

Embora o herpes simples seja, na grande maioria das vezes, uma condição manejável e sem risco à vida, ele pode causar complicações em situações específicas, especialmente em pessoas imunocomprometidas, recém-nascidos e indivíduos com condições de saúde subjacentes.

Reconhecer e tratar essas complicações precocemente é essencial para prevenir desfechos mais graves.

Herpes Neonatal

O herpes neonatal é uma complicação grave que ocorre quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante o parto, particularmente em casos em que a mãe tem uma infecção ativa no momento do nascimento. Essa condição pode se manifestar de três formas principais:

  1. Infecção cutâneo-mucosa e ocular: Afeta principalmente a pele, olhos e boca do recém-nascido, causando lesões típicas de herpes.
  2. Infecção do sistema nervoso central (SNC): Envolve o cérebro e pode levar a encefalite, convulsões e sequelas neurológicas permanentes.
  3. Forma disseminada: O vírus se espalha pelo corpo, afetando múltiplos órgãos, como fígado, pulmões e coração, sendo potencialmente fatal.
    A transmissão pode ser reduzida significativamente com a realização de cesariana em casos de infecção ativa e com o uso de antivirais durante a gravidez em mulheres com herpes genital conhecido.

Infecções Oculares

O herpes simples também pode causar infecções oculares, sendo a ceratite herpética a mais comum. Essa condição ocorre quando o vírus infecta a córnea, a camada transparente do olho. Os sintomas incluem:

  • Vermelhidão nos olhos.
  • Sensação de areia nos olhos.
  • Dor ocular e sensibilidade à luz (fotofobia).
  • Visão turva ou prejudicada.

Se não tratada, a ceratite pode evoluir para ulcerações e cicatrizes na córnea, levando à perda permanente da visão.

Infecções oculares recorrentes pelo HSV aumentam o risco de danos cumulativos. O tratamento inclui o uso de antivirais tópicos ou sistêmicos e, em casos graves, pode ser necessária a intervenção cirúrgica.

Eczema Herpético

O eczema herpético, também conhecido como erupção variceliforme de Kaposi, é uma complicação rara, mas potencialmente grave, que ocorre em pessoas com doenças de pele pré-existentes, como dermatite atópica ou psoríase.

Nesses casos, o vírus do herpes simples se dissemina pelas áreas de pele afetada, causando:

  • Lesões extensas e dolorosas.
  • Febre alta.
  • Mal-estar geral.

A condição requer atenção médica urgente, pois pode progredir rapidamente para infecções bacterianas secundárias e, em casos graves, levar à infecção generalizada. O manejo inclui antivirais sistêmicos e cuidados específicos com a pele afetada.

Meningite Asséptica

A meningite asséptica é uma inflamação das meninges (as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal) causada pelo vírus do herpes simples, especialmente o HSV-2. Os sintomas podem incluir:

  • Dor de cabeça intensa e persistente.
  • Rigidez no pescoço.
  • Náuseas e vômitos.
  • Febre.
  • Sensibilidade à luz.

Embora geralmente seja autolimitada e menos grave do que outras formas de meningite, como a bacteriana, a condição pode causar desconforto significativo e, em casos raros, deixar sequelas neurológicas. O tratamento envolve antivirais intravenosos e manejo sintomático.

Outras Complicações Potenciais

Além das condições mencionadas, o herpes simples pode levar a outras complicações graves, especialmente em casos de infecções não tratadas ou em pessoas com imunidade comprometida:

  • Encefalite Herpética:
    Uma das complicações mais graves do HSV, a encefalite herpética ocorre quando o vírus invade o cérebro, causando inflamação severa. Essa condição é mais frequentemente associada ao HSV-1. Os sintomas podem incluir alterações de comportamento, confusão mental, convulsões, febre alta e até coma. Se não tratada rapidamente com antivirais intravenosos, pode levar a danos neurológicos permanentes ou morte.

  • Infecção Disseminada:
    Em indivíduos imunocomprometidos, como aqueles em tratamento para câncer, HIV/AIDS ou uso de medicamentos imunossupressores, o HSV pode se espalhar para múltiplos órgãos, incluindo fígado, pulmões, trato gastrointestinal e cérebro. Essa forma disseminada pode se manifestar como febre persistente, dificuldade respiratória, hepatite e até falência de múltiplos órgãos. É uma condição extremamente grave que requer tratamento hospitalar intensivo.

  • Eritema Multiforme Associado ao HSV:
    O herpes simples pode ser um gatilho para o desenvolvimento de eritema multiforme, uma condição imunológica caracterizada por lesões na pele e mucosas. Essas lesões podem variar de pequenas manchas a bolhas maiores e dolorosas, e geralmente estão associadas a surtos de herpes.

  • Herpes por Contato Ocupacional (Dedo de Herpes):
    Profissionais de saúde, como dentistas e enfermeiros, que entram em contato direto com secreções infectadas podem desenvolver infecções herpéticas nos dedos, conhecidas como herpetic whitlow. A infecção causa dor, inchaço e bolhas, e pode ser recorrente.

  • Complicações Psiquiátricas:
    Embora raro, surtos graves ou recorrentes de herpes podem ter impacto no bem-estar psicológico dos pacientes, levando a condições como ansiedade, depressão e isolamento social devido ao estigma associado à doença.

Como é feito o tratamento?

Embora não exista uma cura definitiva para o herpes simples, os tratamentos disponíveis são eficazes para controlar os sintomas, acelerar a cicatrização das lesões e reduzir a frequência de surtos.

O objetivo principal é melhorar a qualidade de vida do paciente, permitindo que ele lide com a condição de maneira mais confortável. As opções de tratamento incluem:

1. Antivirais

Medicamentos antivirais são os mais comuns e eficazes para controlar a infecção.

Esses remédios ajudam a reduzir a replicação do vírus, o que pode acelerar a cicatrização das lesões, diminuir a intensidade dos sintomas e até evitar surtos futuros

Embora não eliminem o vírus do organismo, esses medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas de forma mais eficaz e prevenir complicações.

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2. Cuidados Tópicos

Além dos antivirais orais, os cremes e pomadas antivirais podem ser aplicados diretamente nas lesões. Eles ajudam a aliviar a dor, a coceira e o desconforto das áreas afetadas.

Produtos que contêm algum anestésico são utilizados para anestesiar temporariamente a região afetada, proporcionando alívio.

Além disso, alguns géis e pomadas com ativos calmantes podem ajudar a acalmar a pele irritada e reduzir a inflamação.

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3. Melhorias no Estilo de Vida

Embora os tratamentos medicamentosos sejam importantes, adotar hábitos saudáveis pode fortalecer o sistema imunológico e ajudar a reduzir a frequência dos surtos. Algumas dicas incluem:

  • Reduzir o estresse: O estresse é um dos maiores gatilhos para os surtos de herpes. Práticas como meditação, ioga e exercícios físicos regulares podem ajudar a manter o equilíbrio emocional.
  • Manter uma alimentação equilibrada: Uma dieta rica em nutrientes, com alimentos como frutas, vegetais e proteínas magras, ajuda a manter o corpo forte e o sistema imunológico funcionando adequadamente.
  • Dormir bem: O descanso adequado também é fundamental para o sistema imunológico. Dormir entre 7 a 9 horas por noite pode contribuir para a prevenção de surtos e o bem-estar geral.

O que pode ser feito para evitar?

A prevenção é a chave! Medidas preventivas são essenciais para reduzir o risco de transmissão do herpes simples.

Embora as recomendações sejam relativamente simples, colocá-las em prática pode exigir um pouco mais de atenção e cuidado.

Aqui estão algumas das principais estratégias para prevenir a propagação do vírus:

1. Uso Consistente de Preservativos

O uso de preservativos durante relações sexuais é uma das formas mais eficazes de reduzir a transmissão do herpes simples.

Embora os preservativos não garantam 100% de proteção, pois o vírus pode ser transmitido por áreas não cobertas, como a região ao redor da boca ou genitais, eles ajudam significativamente a diminuir o risco de contágio, especialmente quando usados de forma consistente e correta.

2. Evitar Contato Direto com Lesões

É importante evitar o contato direto com as lesões ativas, que são as áreas mais contagiosas do herpes.

Durante surtos, a transmissão é mais provável, e tocar nas feridas pode espalhar o vírus para outras partes do corpo ou para outras pessoas.

Evitar tocar as lesões, lavar bem as mãos e não mexer nas bolhas pode ajudar a prevenir a disseminação do vírus.

3. Não Compartilhar Objetos Pessoais

Evitar o compartilhamento de objetos pessoais como toalhas, lâminas de barbear, batons, toalhas de rosto e escovas de dente é fundamental para prevenir a transmissão.

O herpes simples pode ser transmitido por contato indireto com objetos contaminados, principalmente durante os surtos. É sempre uma boa prática manter esses itens apenas para uso individual.

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4. Informar Parceiros sobre o Diagnóstico e Adotar Práticas Seguras

Uma das medidas mais importantes é informar os parceiros sobre o diagnóstico de herpes simples.

A transparência ajuda a garantir que ambos possam tomar decisões informadas sobre a prática de sexo seguro.

Além disso, é importante adotar práticas seguras, como o uso de preservativos, mesmo quando não há sintomas visíveis, para reduzir o risco de transmissão.

A comunicação aberta é essencial para manter a saúde e o bem-estar de todos os envolvidos.

Conclusão

O herpes simples, embora seja muito comum, é frequentemente mal compreendido devido à desinformação e ao estigma social.

Reconhecer a prevalência do vírus e a sua capacidade de permanecer dormente por longos períodos é um passo importante para normalizar a discussão sobre essa condição.

Procurar orientação médica personalizada é fundamental para desenvolver estratégias de cuidado que atendam às necessidades específicas de cada pessoa. Ao desmistificar o herpes simples e promover a empatia e o conhecimento, criamos um ambiente mais acolhedor e inclusivo para todos.

Não se trata apenas de uma questão de saúde física, mas também de bem-estar emocional e social.

Com as informações corretas é possível viver plenamente mesmo convivendo com o HSV.

Desde o uso de antivirais para reduzir a duração e a gravidade dos surtos até mudanças no estilo de vida que fortalecem o sistema imunológico, há diversas formas de manejar a condição.

Para mulheres grávidas, o acompanhamento médico é crucial para prevenir a transmissão vertical do HSV ao bebê, garantindo tanto a saúde materna quanto a neonatal.

gravidez

Além disso, a disseminação de conhecimento sobre o herpes simples pode ajudar a desmistificar mitos e reduzir o impacto do estigma associado.

Outro aspecto importante é a comunicação aberta com parceiros e profissionais de saúde.

Informar-se sobre métodos de prevenção, como o uso consistente de preservativos e a adoção de práticas seguras, é essencial para minimizar a transmissão do vírus.

No entanto, é essencial lembrar que cada indivíduo é único e pode ter experiências diferentes com o vírus.

Se você ou alguém próximo vive com herpes simples, saiba que você não está sozinho.

O acesso a informações baseadas em evidências, combinado com um plano de cuidado eficaz, permite que qualquer pessoa lide com a condição de maneira tranquila e confiante.

A saúde vai além do físico; envolve também o cuidado emocional e a criação de uma rede de apoio para enfrentar os desafios com resiliência e coragem.

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Outra fonte:

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Infectologia